ANÁLISE DA PEFORMANCE “O QUE SE FAZ PRESENTE” (2017) DE FRANZOI: ENTRE O FORMAL E O POÉTICO

Elisa Kiyoko Gunzi, Antônio Carlos Vargas Sant'Anna

Resumo


Este artigo apresenta o trabalho do catarinense Carlos Alberto Franzoi, que realizou a performance intitulada “O que se faz presente” (2017) no Museu Oscar Niemeyer (Curitiba - PR) em 2017, na ocasião da Bienal de Curitiba. Trata-se de uma ação que, diferentemente de outras linguagens artísticas, se configura como efêmera e que utiliza o corpo como suporte, além de incorporar objeto tridimensional. Nessa perspectiva, utilizaremos o “Método Idiográfico” de Michael Baxandall para realizar uma análise formal acerca desta manifestação, e Georges Didi-Huberman para refletir sobre as questões poéticas que permeiam o trabalho do performer no que diz respeito ao tema da morte e aos rastros desta ação. Com base nestas duas vertentes metodológicas, formal e poética, relacionaremos a obra de Franzoi com a dos artistas Robert Morris, Tilda Swinton, Regina José Galindo, Ana Mendieta e Franko B., estabelecendo conexões em produções que foram realizadas a partir da década de 1960 até a contemporaneidade. Finalmente, concluímos que a experiência na realização desta especulação teórica proporcionou aprendizado e interesse na continuidade e aprofundamento desta pesquisa, já que constatamos a viabilidade em realizar a análise de uma performance tanto pelo viés formal quanto pelo seu caráter poético.   

Palavras-chave: Performance. Análise formal. Inquirições poéticas. Morte.

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Referências


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