CAMPO, COERÊNCIA E CONECTIVIDADE. MODELOS, METODOLOGIAS E AÇÕES PARA O FLUXO DA ARTE EM MÍDIAS HÚMIDAS

Carlos Augusto Moreira da Nóbrega, Maria Luiza Guimarães Fragoso

Resumo


Este artigo introduz investigações práticas e teóricas nos campos da arte e da tecnologia relacionados à biotelemática, hibridização e experimentação transcultural com base em pesquisas realizadas nos últimos cinco anos no Núcleo de Arte e Novos Organismos (NANO). Abordaremos este assunto considerando três pontos de vista principais: teoria de campo (ASCOTT, 1980; NÓBREGA, 2009); o conceito de coerência (HO, 1993; HO & POPP, 1989; SIMONDON, 1980); e o estado de conectividade (ASCOTT, 2006). Estes irão atuar como modelos integrativos para a compreensão de uma estrutura orgânica híbrida emergente pensada neste contexto como um organismo estético (NÓBREGA, 2009). O conceito de teoria de campo é aplicado como um modelo de trabalho para o papel sistêmico da informação dentro do fluxo imaterial, invisível e dinâmico que intercomunica os organismos naturais (ou seja, humanos e outros sistemas vivos) e artificiais (ou seja, máquinas) no processo da invenção, bem como na fruição da obra de arte. Em termos do conceito de coerência, propomos a ideia de obras de arte como transdutores de energia; mais especificamente, como ressonadores de campos coerentes que interconectam o artista e o público em um todo dinâmico e integrado. Além disso, abordamos o estado de conexão como uma noção fundamental para a dinâmica envolvida na invenção, exibição e absorção de obras de arte contemporâneas, bem como uma importante fonte de transformação cultural em direção a um paradigma de sustentabilidade ecológica.  
Palavras-chave: Arte. Coerência. Conectividade. Sustentabilidade. Mídia Úmida.


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