A REINVENÇÃO DE SI E A CONSTRUÇÃO DA ALTERIDADE PERANTE O IRREVERSÍVEL: O CINEMA DE PETRA COSTA

Ana Catarina Pereira, Juslaine de Fátima Abreu Nogueira

Resumo


Resumo: Este ensaio toma como fontes essenciais tanto o pensamento da cineasta Petra Costa – expresso verbalmente em artigos, entrevistas, etc. –, quanto os resultados estilísticos de sua recente e ainda não muito extensa obra, notadamente em Olhos de Ressaca (2009), Elena (2012) e Olmo e a Gaivota (2014), uma vez que, conforme afirma a própria realizadora, são estes filmes que guardariam uma consciência sobre seu fazer fílmico e a construção de uma linguagem própria. Partimos da hipótese de investigação de que há um encontro singular entre pensamento e atos criativo-artísticos em Petra Costa que aponta para a construção de uma ética-estética da existência, no sentido dado pelos estudos de Michel Foucault sobre as artes da existência, reverberando um fazer-pensar cinema – na constituição de uma filmografia que poderíamos chamar de um cinema-escrita de si – que tem buscado uma (re)invenção de si nas memórias que atravessam a cineasta como mulher-singularidade e como mulher-coletividade, por meio de uma tessitura da vida na obra de arte e como obra de arte.
Palavras-Chave: Mulheres Cineastas. Petra Costa. Estética da Existência.


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