GASTRONOMIA MONÁSTICA NO BRASIL

Daiane Aparecida Hass, Mirna de Lima Medeiros

Resumo


O objetivo deste estudo foi analisar a oferta gastronômica dos mosteiros brasileiros, especificamente nas ordens beneditinas, e compreender a relação desses produtos com a atividade turística. A pesquisa foi realizada por meio de levantamento bibliográfico e documental e os dados foram interpretados através da análise de conteúdo. Foram encontrados treze mosteiros dentro das especificações definidas. Durante a apuração das informações, verificou-se que seis desses espaços trabalham com a oferta de produtos gastronômicos. Constatou-se que essa produção está ligada às suas tradições e é oferecida como oferta complementar aos visitantes. O significado do que é produzido se mescla à hospitalidade beneditina, o que mantém sua autenticidade, contribui para a oportunidade de estruturação de novos produtos turísticos e gera experiências culturais que promovem e contribuem para o mantimento desses espaços.


Palavras-chave


Turismo; mosteiros; oferta gastronômica; gastronomia monástica

Texto completo:

PDF

Referências


Abadia Da Ressurreição. (2019) Hospedaria. Disponível em: . Acesso em 22 out. 2019.

Araújo, A. (2008) Dos livros e da leitura no Claustro: Elementos de história monástica, de história cultural e de bibliografia histórica para estudo da biblioteca. Livraria do Mosteiro de São Paulo (Sécs. XVI-XVIII). São Paulo.

Aulet, S.; Mundet, L.; & Vidal, D. (2016) Monasteries, gastronomy and landscape. In: Proceedings of TCL2016 Conference Tourism and Cultural Landscapes: Towards a Sustainable Approach: 12-16 June, 2016: Budapest, Hungary, p. 28-41. Foundation for Information Society (INFOTA).

Barbosa, J. B.;& Witkowski, S. M. (2018) Cozinhe com os monges: As tradicionais receitas de entradas, pratos e sobremesas do Mosteiro de São Bento. Editora Planeta do Brasil.

Beni, M. C. (2013) Análise estrutural do turismo. 1ª ed. São Paulo: Ed. Senac.

Bigio, V. (2016) Sabor & Saber: Gastronomia. Jornal Maturidades. Disponível em: . Acesso em: 29 nov. 2018.

Boutaud, J. J. Comensalidade: Compartilhar a mesa. In: Montandon, A. (2011) O livro da Hospitalidade: Acolhida do estrangeiro na história e nas culturas. São Paulo: SENAC, 1214-1250.

Brasil. Ministério Do Turismo (MTUR). (2010b) Segmentação do turismo e o mercado. Ministério do Turismo, Secretaria Nacional de Políticas de Turismo, Departamento de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico, Coordenação-Geral de Segmentação. Brasília: Ministério do Turismo.

Brasil. Ministério Do Turismo (MTUR). (2006) Segmentação do Turismo: Marcos Conceituais. Brasília: Ministério do Turismo.

Brasil. Ministério Do Turismo (MTUR). (2010a) Turismo Cultural: orientações básicas. Ministério do Turismo, Secretaria Nacional de Políticas de Turismo, Departamento de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico, Coordenação-Geral de Segmentação. 3. ed. Brasília: Ministério do Turismo.

Brenner, E. L. (2013) Gastronomia no Brasil e no mundo. Habitus, Goiânia, 11 (2): 223-226.

Canção Nova. (2018) São Bento, o monge. Disponível em: . Acesso em: 17 set. 2018

Cendón, B. V. (2001) Ferramentas de busca na Web. Ciência de Informação, 30 (1): 39-49.

Dias, G. C. (2005) Importância dos Mosteiros no mundo do vinho. Douro 20: Estudos & Documentos, 11(20): 123-131.

Fagliari, G. S. (2005) Turismo e alimentação: análises introdutórias. São Paulo: Roca.

Flandrin, J; & Montanari, M. (1998) História da Alimentação. São Paulo: Estação Liberdade.

Franco, A. (1995) De caçador a gourmet: uma história da gastronomia. Thesaurus Editora.

Frazão, D. (2018) São Bento de Núrsia: Monge italiano. Disponível em: . Acesso em: 07 mai. 2018.

Giro, B. (2011) Hagiografia: releituras do gênero por Eça de Queirós e Teixeira de Pascoaes. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários, Faculdade de Ciências e Letras – Unesp, Araraquara, SP.

Horodyski, G.S.; Manosso, F.C.; Bizinelli, C.; & Gândara, J.M. (2014) Souvenirs Gastronômicos como Lembranças de Viagem: um estudo de caso em Curitiba – Brasil. Via Tourism Review, 06.

Limón, F. G. (2000) A cozinha dos mosteiros. Tradução de Luís Felipe Sarmento. Sintra: Colares.

Mascarenhas, R. G. T.; & Gândara, J. M.G. (2015) O papel da gastronomia na competitividade dos destinos turísticos. Cultur: Revista de Cultura e Turismo, 1(9):60-83.

Mascarenhas, R.G.T (2016). Turismo e gastronomia na Região dos Campos Gerais do Paraná. Ponta Grossa: Ed. UEPG.

Moletta, V.F. (1998) Turismo Cultural. Porto Alegre: SEBRAE/RS.

Monestir de Montserrat. (2019) Monasterio. Disponível em . Acesso em: 22 set. 2019.

Morado, R. (2017) Larousse da Cerveja. São Paulo: Alaúde Editorial.

Morais, D. C. B. (2017) Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro. Os monges beneditinos. Disponível em: . Acesso em: 28 set. 2019.

Mosteiro de São Bento de Brasília. (2018) A Congregação Beneditina do Brasil. Disponível em: . Acesso em: 15 jun. 2018.

Mosteiro de São Bento de São Paulo. (2018) Brunch no mosteiro. Disponível em: . Acesso em: 02 nov. 2018.

Mosteiro de São Bento de São Paulo. (2019) Comunidade monástica. Disponível em: Acesso em: 20 set. 2019.

Peccini, R. A. (2013) Gastronomia e o Turismo. Rosa dos Ventos: Turismo e Hospitalidade, 5(2): 206-217.

Plentz, R. S. (2007) Dialética da Hospitalidade: Caminhos para a Humanização. 208 f. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação em Turismo, Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul.

Rodrigues, S; & Mcintosh, A. (2014) Motivations, experiences and perceived impacts of visitation at a Catholic monastery in New Zealand. Journal of heritage tourism, 9(4): 271-284.

Rosa, B. (2017) Montserrat, uma joia medieval entre montanhas e barris de cava. São Paulo: O Globo, Caderno Boa Viagem. Disponível em: Acesso em: 29 ago. 2017

RTP. Rádio e Televisão de Portugal. (2018) A ordem dos beneditinos. Disponível em: . Acesso em: 03 nov. 2018.

Ruschmann, D. (2000) Marketing turístico: um enfoque promocional. Campinas: Papirus.

Schactae, A. M. O mosteiro da Ressurreição na representação de um monge: a história de um mosteiro beneditino na leitura um de seus fundadores. REVER, 3(3):108-131.

SENAC. (1998) A história da Gastronomia. Rio de Janeiro: Senac Nacional.

Tavares, C. (2017) Pacômio: O precursor do monacato cenobítico. Disponível em: . Acesso em: 17 jul. 2018.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.