POR UMA HISTÓRIA DAS ARTES DA CENA: WARBURG E UM CORPO PATHSFORMEL

Nirvana Marinho

Resumo


A partir da historiografia proposta por Aby Warburg (1866-1929), este artigo traz como hipótese que é no Pathosformel que pode residir uma compreensão única da história das artes da cena, fazendo imagem e corpo um campo de ausências e, portanto, de conhecimento visceral, ou histórias de paixão contidas nestas. Debruçar-se sobre fragmentos e temporalidade, buscar traços de memória, rever os anacronismos possíveis nos contam de uma historiografia de fantasmas, como chama Didi-Huberman (2013) sobre os estudos do também historiador de arte Warburg, um de seus mestres. Além da percepção das imagens, e do corpo lá nele velado, novas relações de sentido podem ressignificar nosso ofício e processo de contar sobre o que não mais está presente. Com Lepecki (2017), Tavares (2017), podemos reconhecer que esse movimento já tem proposições na dança e no corpo. Com Lissovsky (2014), percebemos que o legado de Warburg é celebrar sua vida em morte.


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Referências


Referências bibliográficas

CANTINHO, Maria João. Aby Warburg E Walter Benjamin: A Legibilidade Da Memória. In Hist. R., Goiânia, v. 21, n. 2, p. 24–38, maio/ago. 2016.

DIDI-HUBERMAN, Georges (org.). Levantes. São Paulo: Edições SESC São Paulo, 2017.

LISSOVSKY, Mauricio. A vida póstuma de Aby Warburg: por que seu pensamento seduz os pesquisadores contemporâneos da imagem?. In Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Cienc. Hum., Belém, v. 9, n. 2, p. 305-322, maio-ago. 2014.

TAVARES, Gonçalves. Atlas do corpo e da imaginação. Alfagidre, Editorial Caminho, 2013.


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