CRIAÇÃO COMO CONDIÇÃO DE PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO NA EXPERIÊNCIA DO ARTISTA-DOCENTE DA DANÇA

Elke Siedler, Renata Santos Roel

Resumo


O propósito deste artigo é refletir sobre processos de criação em estreita
relação com a feitura de configurações de danças e a experiência da docência. Para tanto, partimos do entendimento de que práticas de ensino-aprendizagem podem ser organizadas enquanto situações de criação artística. Acontecimentos coletivos em dança, que se valem pelo exercício contínuo de lidar com as incertezas e imprevisibilidades próprias dos processos relacionais intersubjetivos, são estratégias de composição de formulações e enunciações de questões no corpo. Vivencias artísticas que se valem de modos criativos
de estar e perceber a si, junto dos encontros entre diferenças, é potência para gestar outras lógicas organizacionais, para além de modelos fixos e rígidos de entendimento de corpo e movimento. As abordagens conceituais de afeto (Sèvèrac, 2009) e imunidade (Espósito, 2010) se articulam para problematizar a criação como construção de conhecimento nos contextos artísticos de ensino-aprendizagem. O conhecimento se faz no agenciamento de singularidades, conhecer por vias de afetações, situações em que o corpo opera em contato
com outras forças, colocando em tensão as faculdades da sensibilidade, da memória e da imaginação.

Palavras-chave: Dança. Criação. Ensino-aprendizagem. Afeto.


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